A C&C é uma das principais redes varejistas de materiais de construção e reforma do Brasil. Em 2024, a empresa enfrentava uma crise estrutural profunda, agravada por problemas logísticos, má gestão de estoque, excesso de unidades físicas e um ecossistema de tecnologia defasado. A sede administrativa no Rio de Janeiro já refletia um modelo operacional insustentável, com um número elevado de lojas e elevado custo fixo.
Varejo de Materiais de Construção
CTO as a Service
Galeazzi Consultoria
2024
Em meio a um processo de Recuperação Judicial, a Gubertech foi contratada para liderar a gestão estratégica de TI em um cenário de retração drástica. O plano previa a redução da rede de 100 para 28 lojas em apenas 12 meses, com alternativas entre reversão parcial, continuidade mínima ou encerramento completo das operações.
A missão era clara: redesenhar toda a operação de tecnologia para sustentar a continuidade operacional com estrutura mínima, baixo custo e máxima eficiência, garantindo segurança e escalabilidade até o desfecho do plano.
A atuação da Gubertech foi centrada em quatro frentes estratégicas, com foco total em eficiência e redução de custos:
Reestruturação completa da área de tecnologia, com eliminação de redundâncias, redução de pessoal e desligamento de sistemas não essenciais. Implantação de um modelo operacional funcional, enxuto e adaptado ao processo de fechamento escalonado.
Aplicação de práticas de FinOps e DevOps, resultando em uma redução imediata de 40% nos custos de TI. Realização de renegociações com fornecedores, desligamento de serviços contratados e reconfiguração da infraestrutura em nuvem.
Definição e implementação de uma estrutura tecnológica mínima para manter as 28 lojas e o backoffice operacional. Garantia de resiliência, escalabilidade e segurança em uma operação cada vez mais compacta.
No meio do processo, um novo investidor adquiriu a companhia e decidiu reverter o plano de encerramento. A estrutura de TI simplificada e robusta permitiu agilidade no turnaround, possibilitando a recuperação da operação com base tecnológica confiável e estratégica.
Redução de 40% nos custos de tecnologia sem comprometer a operação.
Implantação de uma TI mínima, resiliente e funcional, adaptada à retração.
Viabilização de turnaround com novo investidor, com TI como pilar de continuidade.
Reposicionamento da TI como ativo estratégico, deixando de ser apenas centro de custo.